Retratos da violência obstetrícia

28Mar13

Retratos da violência obstetrícia

“Uma em cada quatro mulheres brasileiras que deram a luz em hospitais públicos ou privados relatam algum tipo de agressão durante o parto”. É o que aponta a pesquisa deMulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado, feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC, em 2011.

1:4 é um projeto fotográfico que busca materializar as marcas invisíveis deixadas por esse tipo de violência e traz à luz uma reflexão sobre a condição do nascimento no Brasil e as intervenções desnecessárias que ocorrem no momento do parto.

A violência obstétrica pode se manifestar no impedimento de ter um acompanhante no parto, na falta de liberdade para escolher onde e como parir, na privação de água e alimentação, na falta de um carinho no momento da dor, no protagonismo que não foi permitido. Muitas mulheres sofrem caladas essas e outras violências vividas no corpo e na alma em um momento de suas vidas em que deveriam se sentir plenas, respeitadas e renascendo junto a seus filhos. Mulheres rompem o silêncio e têm suas histórias retratadas em partes de seus corpos, em uma linguagem que as trata de forma serializada, anônima e sem considerar sua individualidade, assim como fazem os protocolos médicos nas maternidades públicas e privadas brasileiras.

 



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